
... é aquilo que passa quando nada se passa; é aquilo que faz com que tudo se faça ou se desfaça; é a ordem das coisas que se sucedem; é o devir em permanente devir; ou, com alguma graça, que é o meio mais cômodo que a natureza encontrou para que não aconteça tudo de uma só vez. Mas nenhuma destas expressões em forma de pirueta dá conta da natureza e da integridade do tempo. A dificuldade advém do facto de não se poder falar dele sem falar também de tudo o resto. O tempo não é uma parte isolada do pensamento. Nunca se desnuda...
Étienne Klein
E para o direito? E para o processo? Qual é o tempo da "razoável duração do processo"? Como defini-lo? Como medi-lo?
Fabiana,
ResponderExcluiro tempo para o processo é como a chuva, para a uva e consequentemente para o vinho.
Quando for em demasia, pode afetar seu sabor; quando faltar, poderá secá-la, fazendo-o faltar.
Assim como a chuva, que deve ser medida pela necessidade, o tempo deve proporcionar que o processo ande os passos necessários para que fique maduro. Somente assim a decisão poderá ser realmente saboreada pelo paladar da Justiça.
Théo Spengler